Depois do restaurante do Jamie Oliver, o lugar que mais gostei em Londres foi o Vertigo 42. Vertigo = vertigem, por causa da altura. Ou seja, uma vista tão linda que emociona.
A história de como chegamos lá é engraçada. Foi dica de um amigo, que o citou quando falava de pubs e deu a impressão que se tratava de um. Como a promessa era de uma vista linda da cidade, decidimos ir ao por do sol, pra ver as luzes se acendendo. Isso quer dizer que tínhamos andado o dia todo, estávamos de camiseta e tênis, descabelados, suados... turistas bem clichês. Já na chegada do bairro (centro financeiro) e pela fachada do prédio (espelhado, chique), sentimos a risadinha do mico.
O Vertigo 42 é um champagne bar panorâmico, num prédio sofisticado, de um bairro empresarial. Quem vai pra happy hour, como os turistas maltrapilhos em busca de um por do sol cinematográfico, está de terno ou salto porque trabalha assim.
Para subir ao último andar, tem que passar pela recepção do prédio, que já checa se você tem reserva. Gaiatos, obviamente, não têm! Mas chegaram cedo e dão sorte, puderam subir. O host dá boas vindas de trás de um uniforme tão bem cortado que parece um smoking. Ele se segura pra não dar uma geral no visu castigado do casal de brasileiros e indica o caminho da mesa. Beeeeem lá no fundo do salão, com vista pra perifa.
Turista tem o consolo de que dificilmente vai voltar nos mesmos lugares. Ou pelo menos demorar o suficiente pros garçons trocarem de emprego. Então, relaxamos. E a vista ajuda demais nessa parte. O bar tem o formato de meio círculo todo envidraçado. As mesas são balcões de vidro, com bancos altos, poltronas e pufes. Tudo muito moderno e elegante.
Como é um champagne bar, as borbulhas são o forte da carta de bebidas. Em drinks, taças e garrafas de preços variados. Começamos com drinks com espumantes. Eu fui de Kir Royal e meu marido preferiu um cítrico muito refrescante. Para acompanhar, uma tábua de queijos maravilhosa. Cada queijo era de uma região da Inglaterra, muito cremosos e saborosos.
Depois, mudamos para vinhos em taça. Escolhemos um rosé francês de preço camarada, com um presunto parma divino, que combinou com o tom do rosé. E esses detalhes bestas ganham espaço na nossa cabeça porque a única preocupação ali é olhar e olhar cada detalhezinho da paisagem. Aí o sentimentalismo bate e vc nem liga.
O garçom puxou papo perguntando de onde éramos, disse que tinha room-mates brasileiros e me deu chance para me justificar da camiseta do Harry Potter e contar a ladainha de como tínhamos chegado até ali. A vida dele não mudou em nada, nem a opinião sobre a gente, mas senti um alivio. Deixamos gorjeta boa pra ele acreditar que não éramos mortos de fome... Rich London Feelings...
Vertigo 42 - http://www.vertigo42.co.uk/
Tower 42 International Financial Centre
25 Old Broad Street
Londres, Inglaterra
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sexta-feira, 22 de março de 2013
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Dicas de Londres - Jamie's Italian
Este ano, realizei o sonho de conhecer Londres. Fui logo depois da Olimpíada, em tempo de curtir o clima de festa, mas sem os preços mega inflacionados e as interdições dos jogos. E, como se precisasse, resolvemos deixar a viagem ainda mais marcante com um jantar em um dos restaurantes do Jamie Oliver, um dos meus ídolos gastronômicos.
Atualmente, ele tem três tipos de restaurante: o Fifteen, Barbecoa e Jamie's Italian. O primeiro é um projeto social do chef, que capacita jovens profissionais de cozinha e salão. Tem preços bem atraentes, sobretudo no almoço, mas era o mais longe de onde estaríamos antes de jantar. O Barbecoa é especializado em carnes grelhadas e assadas na brasa. A descrição do site é super atraente, mas não achamos tão emblemático do estilo do Oliver. Então, juntando conceito e localização mais interessantes, escolhemos o Jamie's Italian.
Só deste italiano, há 31 endereços em diferentes cidades da Inglaterra, além de Dublin, Dubai, Sydney e Perth. Por conveniência, escolhemos a unidade da Threadneedle Street, perto da estação Bank. Aliás, todos os pontos em Londres ficam a poucas quadras de algum metrô. Apanhamos um pouco para encontrar o lugar certo, pois a numeração da rua é irregular.
A decoração do restaurante é bem bacana. O imóvel é antigo, com pé direito alto e afrescos no teto. Mas os lustres são releituras modernas, assim como o mobiliário, em contraste com bar e bancadas antigas. Os contrapontos entre antigo e novo são harmônicos e lindos.
Ao abrir o cardápio do bar, encontrei um item da minha lista de to-dos: a cerveja Curious Brew, que havia sido escolhida como uma das melhores do mundo dias antes da nossa partida. Ela é feita em uma vinícola. Pedimos uma Lager e uma IPA, acompanhadas por uma tábua de frios e vegetais maravilhosa. No menu, o preço da tábua era por pessoa, mas a garçonete ofereceu a opção de dividirmos uma individual, para não atrapalhar o jantar. Simpático, né?! A tábua chega à mesa apoiada sobre duas latas de tomate pelado. É composta por uma fatia de cada um dos cinco embutidos, de diferentes regiões da Itália, uma fatia de queijo pecorino com geleia de pimenta, uma seleção de picles, azeitonas e alcaparras, além de legumes grelhados e marinados em azeite e ervas. Tudo tão bom que dá vontade de pedir mais uma, mas aí também dá medo de queimar a largada pros pratos principais.
Pro jantar em si, mudamos pra vinho tinto. Pra alegria de todos, a carta é bem democrática, com preços camaradas e várias opções em taça, novamente, de diferentes regiões da Itália. Enquanto a comida não chegava, fiquei observando cada detalhe do ambiente, olhando as mesas vizinhas. Viajando em tudo que tinha direito. Bem no meio do restaurante, em posição de total destaque, fica uma bancada onde são fatiados os frios, à vista dos clientes, com os legumes frescos organizados como na feira. Provavelmente, para reforçar a bandeira do Jamie pelo frescor e qualidade de cada ingrediente.
Logo a primeira carne do cardápio gritou pra mim, mineira clichê que sou: barriga de porco crocante, cozida por 24 horas e servida com pimentões, alho e manjericão. Foi essa minha pedida. Uma carne perfumada, macia por baixo e com uma pururuca levemente grudenta. Maravilhooosa. O marido pediu uma vitela envolta em presunto parma à milanesa, com um ovo por cima e raspas de trufa. Esse prato havia sido substituído por outra receita de vitela para o verão, mas a garçonete explicou que os clientes pediam tanto, que ele voltou pro cardápio. Realmente, é um prato reconfortante, cheio de sabor e textura. Quase invejei. Como acompanhamento para os dois, a sugestão da atendente foi uma porção de batatas fritas crocantes. Nem íamos pedir, mas ela insistiu e caiu super bem.
Para sobremesa, o tiramissu da casa, feito lá mesmo, bem fresco e leve foi perfeito. Nem havia mais tanto espaço pra ele, mas foi tão bom que valeu o exagero.
Nossa conta, pra duas pessoas, com entrada, pratos, sobremesa, café, vinho, duas cervejas e gorjeta deu R$ 300. Ficamos tão encantados e satisfeitos, que deu pesar de não termos ido antes e aproveitado para conhecer os outros empreendimentos do Jamie, pois foi o melhor custo-benefício que tivemos. Londres é bem cara, comemos bem pior gastando quase isso. E, convenhamos, não é só Londres. Gastamos a mesma coisa comendo em lugares bem meia boca em São Paulo também. Né, não? ;-)
Pra quem quiser ver mais fotos, tem aqui!
Jamie's Italian
38 Threadneedle Street, perto da estação de metrô Bank
Londres
Página desta filial
Atualmente, ele tem três tipos de restaurante: o Fifteen, Barbecoa e Jamie's Italian. O primeiro é um projeto social do chef, que capacita jovens profissionais de cozinha e salão. Tem preços bem atraentes, sobretudo no almoço, mas era o mais longe de onde estaríamos antes de jantar. O Barbecoa é especializado em carnes grelhadas e assadas na brasa. A descrição do site é super atraente, mas não achamos tão emblemático do estilo do Oliver. Então, juntando conceito e localização mais interessantes, escolhemos o Jamie's Italian.
Só deste italiano, há 31 endereços em diferentes cidades da Inglaterra, além de Dublin, Dubai, Sydney e Perth. Por conveniência, escolhemos a unidade da Threadneedle Street, perto da estação Bank. Aliás, todos os pontos em Londres ficam a poucas quadras de algum metrô. Apanhamos um pouco para encontrar o lugar certo, pois a numeração da rua é irregular.
A decoração do restaurante é bem bacana. O imóvel é antigo, com pé direito alto e afrescos no teto. Mas os lustres são releituras modernas, assim como o mobiliário, em contraste com bar e bancadas antigas. Os contrapontos entre antigo e novo são harmônicos e lindos.
Ao abrir o cardápio do bar, encontrei um item da minha lista de to-dos: a cerveja Curious Brew, que havia sido escolhida como uma das melhores do mundo dias antes da nossa partida. Ela é feita em uma vinícola. Pedimos uma Lager e uma IPA, acompanhadas por uma tábua de frios e vegetais maravilhosa. No menu, o preço da tábua era por pessoa, mas a garçonete ofereceu a opção de dividirmos uma individual, para não atrapalhar o jantar. Simpático, né?! A tábua chega à mesa apoiada sobre duas latas de tomate pelado. É composta por uma fatia de cada um dos cinco embutidos, de diferentes regiões da Itália, uma fatia de queijo pecorino com geleia de pimenta, uma seleção de picles, azeitonas e alcaparras, além de legumes grelhados e marinados em azeite e ervas. Tudo tão bom que dá vontade de pedir mais uma, mas aí também dá medo de queimar a largada pros pratos principais.
Pro jantar em si, mudamos pra vinho tinto. Pra alegria de todos, a carta é bem democrática, com preços camaradas e várias opções em taça, novamente, de diferentes regiões da Itália. Enquanto a comida não chegava, fiquei observando cada detalhe do ambiente, olhando as mesas vizinhas. Viajando em tudo que tinha direito. Bem no meio do restaurante, em posição de total destaque, fica uma bancada onde são fatiados os frios, à vista dos clientes, com os legumes frescos organizados como na feira. Provavelmente, para reforçar a bandeira do Jamie pelo frescor e qualidade de cada ingrediente.
Logo a primeira carne do cardápio gritou pra mim, mineira clichê que sou: barriga de porco crocante, cozida por 24 horas e servida com pimentões, alho e manjericão. Foi essa minha pedida. Uma carne perfumada, macia por baixo e com uma pururuca levemente grudenta. Maravilhooosa. O marido pediu uma vitela envolta em presunto parma à milanesa, com um ovo por cima e raspas de trufa. Esse prato havia sido substituído por outra receita de vitela para o verão, mas a garçonete explicou que os clientes pediam tanto, que ele voltou pro cardápio. Realmente, é um prato reconfortante, cheio de sabor e textura. Quase invejei. Como acompanhamento para os dois, a sugestão da atendente foi uma porção de batatas fritas crocantes. Nem íamos pedir, mas ela insistiu e caiu super bem.
Para sobremesa, o tiramissu da casa, feito lá mesmo, bem fresco e leve foi perfeito. Nem havia mais tanto espaço pra ele, mas foi tão bom que valeu o exagero.
Nossa conta, pra duas pessoas, com entrada, pratos, sobremesa, café, vinho, duas cervejas e gorjeta deu R$ 300. Ficamos tão encantados e satisfeitos, que deu pesar de não termos ido antes e aproveitado para conhecer os outros empreendimentos do Jamie, pois foi o melhor custo-benefício que tivemos. Londres é bem cara, comemos bem pior gastando quase isso. E, convenhamos, não é só Londres. Gastamos a mesma coisa comendo em lugares bem meia boca em São Paulo também. Né, não? ;-)
Pra quem quiser ver mais fotos, tem aqui!
Jamie's Italian
38 Threadneedle Street, perto da estação de metrô Bank
Londres
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